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Case Morocó Participações

Entrevista realizada em outubro de 2011 com Gustavo Almonacid, Diretor Executivo do grupo

1. O que levou a empresa a implementar o Planejamento Estratégico?
Em 2010, estávamos assistindo crescimento dos nossos mercados de atuação, agronegócio e desenvolvimento imobiliário. Isso representava para o grupo Morocó inúmeras oportunidades e então tomamos a decisão de que a empresa precisava crescer e mudar de patamar. Entretanto, não queríamos fazer isso de maneira desestruturada e encontramos no planejamento estratégico uma alternativa de metodologia de gestão que poderia nos ajudar. A decisão, portanto, foi formular e implementar um planejamento estratégico que possibilitasse ao grupo um crescimento estruturado e que fosse capaz de nos guiar para melhores formas de organização, estruturação e definição de projetos e metas.

2. Quais foram os principais ganhos com a implementação do Planejamento Estratégico?
Como principais ganhos posso citar 2 elementos. O primeiro foi a estruturação da empresa. A partir das análises interna e externa realizadas, passamos a perceber a importância de adequar a estrutura da empresa à estratégia e à visão de crescimento desejadas. Por isso, hoje acredito que temos uma arquitetura organizacional, baseada em unidades de negócio, mais alinhada aos objetivos do grupo Morocó.
Em segundo lugar percebemos que o projeto e a metodologia dos trabalhos propiciaram um maior alinhamento entre os profissionais, diretores e conselho. Isso porque, ao longo do planejamento, foi ficando claro para todos quais eram efetivamente os pontos críticos do grupo e das unidades. Isso sinalizou para as diretorias as necessidades de desenvolvimento, de construção de políticas, de contratações, dentre outras.

3. Quais foram os desafios do processo de formulação e implementação do Planejamento Estratégico?
Na fase de formulação do planejamento o mais difícil foi definir as prioridades e marcos históricos dos projetos e ações. A partir das necessidades de melhoria, definimos juntamente com a Indicador vários planos de ação que deveriam ser executados em curto, médio e longo prazos. Entretanto, foi um grande desafio analisar e decidir quais seriam os planos prioritários e organizá-los ao longo de um cronograma.
Já na fase de implementação, fase em que estamos atualmente, uma vez que os planos de ação já estão rodando, o grande desafio é manter o foco nos resultados. Ou seja, é garantir que diante das ações do dia-a-dia e diante dos projetos estratégicos cada um saiba o que é prioritário para empresa e quais são as atividades que realmente levam a empresa a mudar os resultados.

4. Qual conselho você daria às empresas que estão iniciando o processo de Planejamento Estratégico?
Para empresas que ainda não passaram pela experiência do Planejamento Estratégico, diria para se preparem para o processo fazendo algumas reflexões sobre quais são as expectativas com o negócio e quais são hoje as prioridades da empresa. Isso ajudará na definição da visão e dos objetivos estratégicos.
Para empresas que já possuem algum sistema de acompanhamento de desempenho, com metas e indicadores, o conselho é realizar uma checagem entre o que é praticado hoje com as novas propostas, que acabam surgindo ao longo do planejamento estratégico. Feito isso, imagino que o resultado é um painel de bordo mais completo e adequado ao negócio.

5. Qual a contribuição da Indicador Consultores no processo de crescimento da empresa?
Em resumo, foi fundamental. A atuação da Indicador como facilitadora do processo e as intervenções, quando necessárias, foram totalmente necessárias e indispensáveis para o alcance dos resultados desejados pelo grupo Morocó.

Sobre a empresa O Grupo Morocó é uma holding que está no mercado há mais de 25 anos. Possui uma unidade de DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO, a Morocó Desenvolvimento Imobiliário. Atuando nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, já tem aproximadamente 100.000 m² construídos. O Grupo atua também no setor de AGRONEGÓCIOS, com a empresa Fazendas Paulistas Reunidas, localizada no estado do Mato Grosso, com uma área de aproximadamente 80.000 hectares, com foco no plantio de soja e milho. Além disso, atua nas áreas de GESTÃO IMOBILIÁRIA e FINANCEIRA, nas quais conta com a Morocó Participações e Comércio que tem participações em shopping centers, hotéis, galpões industriais, lajes corporativas e centros comerciais, entre outros, além de possuir, atualmente, um “landbank” próprio superior a 2 milhões de m² em áreas privilegiadas.